História, paisagens e diversão para registrar no sertão

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Susana Rebouças

Foto: Aristides Alves

Da história às mais lindas paisagens que o local pode oferecer, os Caminhos do Sertão são, sem dúvida, de tamanha beleza que os visitantes não só vão querer registrar tudo na memória, mas também nas câmeras fotográficas. Confira algumas dicas do que conhecer para fotografar.

As ruínas da antiga Canudos

A cidade, que foi completamente destruída após a Guerra de Canudos, já foi reconstruída duas vezes: uma após o massacre e a outra depois da construção de um açude em 1940, que alagou todo o local. Algumas partes das ruínas que sobraram das duas Canudos anteriores podem ser visitadas e fotografadas durante todo o ano. No período de seca, parte do que ficou debaixo d’água acaba aparecendo, fazendo relembrar ainda mais a história marcante do local.

Foto: Divulgação

Cachoeira do Inferno: o oásis do sertão

Um dos excelentes lugares para os turistas se banharem durante a viagem pelo sertão é a Cachoeira do Inferno, em Araci, a 211 quilômetros da capital baiana. O local fica um pouco afastado da sede da cidade, sendo tranquilo para os turistas que procuram diversão e privacidade. Além disso, a beleza local merece um daqueles registros espontâneos e refrescantes.

Reserva Ecológica do Raso da Catarina: um lugar para curtir e aprender

Um dos pontos visitados por Antônio Conselheiro em seu passeio pelo sertão, antes da Guerra de Canudos, foi o Raso da Catarina. O local também serviu de esconderijo para o lendário rei do cangaço, Lampião. A reserva localiza-se à margem esquerda do Rio Vaza-Barris e à margem direita do Rio São Francisco. O local é protegido pelo Ibama e sua visitação precisa de autorização. Para quem tiver interesse em esportes radicais, nele tem ainda highline.

Foto: Aristides Alves

Paisagem peculiar enfeita a caatinga de maneira única

Para os amantes da natureza, a região da caatinga no sertão baiano é uma das belezas mais inusitadas do país. Com o chão seco e algumas vezes até rachado, a vegetação é composta por plantas resistentes que conseguem armazenar água em suas raízes, mantendo-as sempre (ou quase sempre) esverdeadas. Os pés de xique-xique, flor de jurema, umburana, juazeiro, mandacaru (e demais cactos) e macambira, além de serem lindos, sobrevivem bem ao clima e ajudam o homem a se manter e alimentar os animais. A paisagem catingueira é uma dessas que merecem mais de uma foto.

Uauá: Gruta do Jerônimo e Pedra do Índio

Os pontos turísticos mais procurados em Uauá são a Gruta do Jerônimo e a Pedra do Índio. Ambas são de grandiosa beleza natural. A Gruta do Jerônimo fica localizada a 42 quilômetros da sede, na comunidade do Curundundum. Segundo informações de um grupo ecológico local, ela tem uma única entrada com 16 metros de largura por 2,20 metros de altura e no seu interior existem dois salões principais, além de centenas menores. A extensão interna da gruta é de cerca de 600 m². As visitas são monitoradas por um condutor local, que conta a história da gruta.

Já a Pedra do Índio fica localizada na Fazenda Tamanduá (via BR 235 – Caldeirão de Cima), a 25 quilômetros da sede. O local foi tombado como bem cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Além disso, ele é um dos lugares mais recomendados para fotografias em Uauá.

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