Chapada Diamantina

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    É hora de conhecer a Chapada Diamantina

    Cleidiana Ramos

    Fotos: Aristides Alves | Arte: Cleidiana Ramos

    Imagine a possibilidade de fazer trilha, praticar rapel e se divertir sem agredir o meio ambiente; tomar banho de cachoeira; visitar sítios arqueológicos de arte rupestre e outros com detalhes sobre a colonização do interior da Bahia, temperados pelas narrativas que envolvem o garimpo de diamantes. Esse panorama é apenas um aperitivo sobre as possibilidades abertas por um passeio pela Chapada Diamantina.

    A região é formada por 57 municípios, mas a concentração maior da infraestrutura turística está no polo composto por Lençóis, Mucugê e Andaraí.

    Lençóis é a mais conhecida cidade da região e para onde tem, inclusive, voos regulares, embora a forma de deslocamento mais usada pelos visitantes é a rodoviária: ônibus e carro. O acesso rodoviário é pela BR-116, para em seguida acessar a BR-242 (Bahia-Brasília).

    Rochas

    As formações rochosas dão um charme especial à Chapada. Nela fica a Serra do Espinhaço, que a Unesco apontou em 2005 como a sétima reserva da biosfera brasileira. A riqueza ambiental da região é protegida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

    Em 1985, um decreto federal criou o Parque Nacional da Chapada Diamantina, uma área de proteção com 70 mil km², formada por 28 municípios.

    A localidade tem duas principais formações vegetais: cerrado e caatinga, o que também indica a variação de temperatura. Na alta Chapada, em municípios como Barra da Estiva e Piatã, as temperaturas são mais baixas, principalmente à noite.

    Já em Marcionílio Souza e Boa Vista do Tupim, áreas de caatinga, faz calor durante o dia e só a partir da metade da noite a sensação térmica é de frio, com temperaturas mais baixas de maio a agosto.

    O São João é uma das principais celebrações culturais da localidade. Não há grandes eventos, como na região do Recôncavo com a festa de Cachoeira. Nas cidades costumam acontecer shows no estilo “pé-de-serra”, o forró tocado em ritmo mais tradicional. Mucugê, Ibicoara, Andaraí e Iaçu vêm realizando festas com programação especial.

    Conexões

    Por ter sido uma região de garimpo, principalmente de diamantes, a Chapada tem uma herança étnica diversificada, com predominância de elementos indígenas e afro-brasileiros, que dialogam com a cultura de outros estados em limites próximos, como Minas Gerais.

    Uma parte considerável dos municípios mantém denominação indígena -  Itaberaba, Itaetê e Andaraí. Essa herança está presente na gastronomia marcada por pratos à base de milho e mandioca. É muito comum o consumo de farinha, beiju, tapioca, canjica, lelê e outros pratos.  O consumo de carne de caprinos é muito presente, principalmente na forma de ensopados, assim como as carnes salgadas com destaque para a de sol.

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